Sobre o que escrever nesta noite?
Poderia falar sobre um povo que não reconhece seu governante ou sobre o governante que não reconhece seu povo. Talvez sobre um escritor que nega uma paciência ou a paciência que se nega chegar ao escritor. Melhor seria sobre um líder não descobrir seu destino, ou o destino não chegar para um líder. Certo mesmo seria dizer que tudo o que acontece tem sua razão, mesmo sendo um escândalo, mesmo sendo pequeno, mesmo sendo obscuro, mesmo sendo desfavorável.
Nos últimos dias, aliás, nos últimos meses comecei a fazer parte da classe discente deste país. Lesionei para um grupo de homens, mulheres, jovens, velhos, que me fizeram entender como é bom reconhecer e até mesmo aceitar uma vocação que se fez ausente e surgiu no momento certo. Tornei-me um professor de mão cheia. Mas já acabou. Ufa. Essa foi uma vocação divertida de descobrir e facilmente negada, pelo menos por enquanto. Escravo não!
Bom, na realidade todo este antagonismo, essas palavras e predicados sem enredo algum (até o momento) é só para lembrar, ou talvez tentar fazer alguma analogia para descrever esse dia a dia chato e nostálgico que não canso de viver e amar.
Esta noite precisei largar minha preciosa programação do paperview para assistir os comerciais da novela das nove na rede do Jornal Nacional. É que a minha cidade ia aparecer na TV. Melhor, pedaços dela apareceram na TV. Buracos, pedras, areia, terra, cimento. Na realidade um quebra-cabeça em trinta segundos que somente pareceu fazer sentido ao seu final mesmo. Não dava pata tentar adivinhar. Como um quebra cabeças, mas só tive 2 segundos para enxergá-lo pronto. Uma colcha de retalhos de milhares de reais tirados dos bolsos de quem? Bom, fazer o que?! Ainda bem que quem pagou não fui eu. Afinal o dinheiro tem muitos donos e uma hora eles podem por o nome de quem gastou no SPC de algum jeito.
O pior não é ver esse desperdício. O pior é ouvir elogios. Eu ouvir elogios de quem deveria criticar. O pior é agüentar quem não consegue se agüentar. É eu ter que ficar em silêncio porque neguei a paciência. Ou será que a paciência que se negou a chegar. O fato que a culpa de tudo é sempre dos mesmos culpados. São sempre as mesmas pessoas que não se movem e escutam tudo, esperando o profeta descer e vir salvá-las. É o velho lugar comum, o mesmo clichê nostálgico do dia a dia nostálgico que fazemos questão de viver pela falta de ousadia.
É. Essa nostalgia que não sai de mim. Amanha vai ser tudo igual outra vez.
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Que merda tu fez cara!
Que merda tu fez em cara! Que merda! Como tu vai sair dessa?
Bom, começar um texto assim, sobre coisa boa ele não será. Mas é só mais um desabafo em forma de palavras. Sobre como a gente consegue desandar quando o caminho parece reto e de facil percurso. Sobre como podemos achar que vivemos em extase n'um fim de semana e no outro o marasmo da solidão bate na sua porta querendo entrar sem cerimonias.
Desta vez não tem lição nessa mensagem, nem subliminar e nem explicita. A unica coisa que posso garantir é que a não valorização dos prazeres da vida acarreta numa profunda dor de cabeça causada pela solidão de se viver planejando e tentando priorizar aquilo que nem sabemos se era o que realmente queiramos a segundos atrás, ou anos atrás.
Viver esperando, planejando, hoje não creio nisso e acho que nunca acreditei, não pq sofri algum tipo de trauma por isso ou desilusão amorosa ou com algum trabalho, mas é que viver planejando não é para aqueles que tem em seu feitio a vontade de buscar o que não conhece, ainda que ele mesmo nem saiba que procure isso. Só digo uma coisa, o improviso que revelo priorizar no momento traz marcas e cicatrizes de incertezas que se abrem todos os dias. Daí o motivo do "que merda tu fez cara!"
Preciso aprender a conviver com isso.
Bom, começar um texto assim, sobre coisa boa ele não será. Mas é só mais um desabafo em forma de palavras. Sobre como a gente consegue desandar quando o caminho parece reto e de facil percurso. Sobre como podemos achar que vivemos em extase n'um fim de semana e no outro o marasmo da solidão bate na sua porta querendo entrar sem cerimonias.
Desta vez não tem lição nessa mensagem, nem subliminar e nem explicita. A unica coisa que posso garantir é que a não valorização dos prazeres da vida acarreta numa profunda dor de cabeça causada pela solidão de se viver planejando e tentando priorizar aquilo que nem sabemos se era o que realmente queiramos a segundos atrás, ou anos atrás.
Viver esperando, planejando, hoje não creio nisso e acho que nunca acreditei, não pq sofri algum tipo de trauma por isso ou desilusão amorosa ou com algum trabalho, mas é que viver planejando não é para aqueles que tem em seu feitio a vontade de buscar o que não conhece, ainda que ele mesmo nem saiba que procure isso. Só digo uma coisa, o improviso que revelo priorizar no momento traz marcas e cicatrizes de incertezas que se abrem todos os dias. Daí o motivo do "que merda tu fez cara!"
Preciso aprender a conviver com isso.
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Nova Postagem
Me perdoem os erros de portugues ou digtação. Não revisei este texto.
Hoje é o dia do elogio.
Bem, como todas as datas estranhas que aparecem em suas caixas de email, o dia do elogio deve ser muito festejado e sugado ao máximo em sua publicidade espontânea para que milhares de correntes possam ser formadas e espalhadas pela internet.
Aposto que muitos não sabiam que está importante data existia, como por exemplo, existe o dia do amigo, dia do abraço, dia do feijão tropeiro e por aí vai. Bom, mas existe sim. E como toda boa data, deve ser muito lembrada pelas coisas importantes que trazem e significam. O dia do abraço deve ser festejado com muitos abraços, no dia do feijão tropeiro, como muito feijão e por aí vai (de novo).
Mas ao contrário destas datas normais, o dia do elogio é atemporal. Ele não é no dia 5 ou no dia 14. O dia do elogio foi hoje e será amanha também. Nunca se deve ignorar a oportunidade de se fazer o bem a outrem com o poder da palavra.
Para aqueles que festejam essa importante data conseguem estar sempre em êxtase com ela.
Dias festivos, datas festivas, são feitas e recheadas de alegria e energias positivas, repletos de pequenos gestos cheios de significados com aqueles que nos identificamos. O dia do elogio é por senão o dia ou a hora de mostrar que você consegue ver além de você, sinceramente ou simplesmente por interesse. Mesmo que seja por interesse, a palavra bem dita pode fazer estragos em uma alma desamparada, ainda que por interesse, mesmo em redundância.
E nestes casos, talvez nada melhor que apelar para a redundância mesmo. Tudo dependerá da maneira como se dizer que consegue ver além de você. Qual mulher que ao ouvir que está bonita em uma manhã de sol, ou em um fim de noite, não libera aquele sorriso de canto de boca ou aquele de boca inteira. O homem talvez seja mais escroto e não perceba a relevância da palavra dita, mas acalentará sua alma rude da mesma forma.
O elogio bem dado, dito na medida certa proporciona para seu ditador resultados e conhecimentos, que jamais se poderá conseguir apenas com uma retraída observação do ser humano.
E como todo dia criado, inventado, o dia do elogio deve ser sempre celebrado ao máximo em seu significado. O elogio é a forma mais simplória de se aprender com o homem através das reações que ele gera.
Estamos sempre aprendendo. Portanto para aqueles que preferem ignorar este dia, vale a dica de que nesta vida nada se leva, a não ser o conhecimento que carregamos em nossa bagagem.
Hoje é o dia do elogio.
Bem, como todas as datas estranhas que aparecem em suas caixas de email, o dia do elogio deve ser muito festejado e sugado ao máximo em sua publicidade espontânea para que milhares de correntes possam ser formadas e espalhadas pela internet.
Aposto que muitos não sabiam que está importante data existia, como por exemplo, existe o dia do amigo, dia do abraço, dia do feijão tropeiro e por aí vai. Bom, mas existe sim. E como toda boa data, deve ser muito lembrada pelas coisas importantes que trazem e significam. O dia do abraço deve ser festejado com muitos abraços, no dia do feijão tropeiro, como muito feijão e por aí vai (de novo).
Mas ao contrário destas datas normais, o dia do elogio é atemporal. Ele não é no dia 5 ou no dia 14. O dia do elogio foi hoje e será amanha também. Nunca se deve ignorar a oportunidade de se fazer o bem a outrem com o poder da palavra.
Para aqueles que festejam essa importante data conseguem estar sempre em êxtase com ela.
Dias festivos, datas festivas, são feitas e recheadas de alegria e energias positivas, repletos de pequenos gestos cheios de significados com aqueles que nos identificamos. O dia do elogio é por senão o dia ou a hora de mostrar que você consegue ver além de você, sinceramente ou simplesmente por interesse. Mesmo que seja por interesse, a palavra bem dita pode fazer estragos em uma alma desamparada, ainda que por interesse, mesmo em redundância.
E nestes casos, talvez nada melhor que apelar para a redundância mesmo. Tudo dependerá da maneira como se dizer que consegue ver além de você. Qual mulher que ao ouvir que está bonita em uma manhã de sol, ou em um fim de noite, não libera aquele sorriso de canto de boca ou aquele de boca inteira. O homem talvez seja mais escroto e não perceba a relevância da palavra dita, mas acalentará sua alma rude da mesma forma.
O elogio bem dado, dito na medida certa proporciona para seu ditador resultados e conhecimentos, que jamais se poderá conseguir apenas com uma retraída observação do ser humano.
E como todo dia criado, inventado, o dia do elogio deve ser sempre celebrado ao máximo em seu significado. O elogio é a forma mais simplória de se aprender com o homem através das reações que ele gera.
Estamos sempre aprendendo. Portanto para aqueles que preferem ignorar este dia, vale a dica de que nesta vida nada se leva, a não ser o conhecimento que carregamos em nossa bagagem.
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Depois de alguns meses
Já se passaram meses desde que postei pela última vez algum tipo de desabafo sem critérios aqui na Mágica. Faz tanto tempo que pouco me reconheço nos últimos textos que aqui escrevi.
Porém... poréeem... hoje... eu poderia estar roubando, poderia estar brigando, poderia estar matando, poderia estar até matando, mas agora eu estou twitando..hehe.
De novidade mesmo, para se tornar uma desabafo sem critérios aqui na Mágica, só o de voltar a fazer parte do time dos solteiros.
A ironia, no entanto, é a de que criei este blog como uma chance de "por para fora" meus desejos e anseios em relação a esse amor que agora não existe mais (novamente digo, estou solteiro). Mas não seja por isso, continuemos a declarar textos sem sentido e sem lógica aqui, porém com uma real razão para cada um que somente seu declarante poderá entender, ou não. Não é mesmo?! :P
Porém... poréeem... hoje... eu poderia estar roubando, poderia estar brigando, poderia estar matando, poderia estar até matando, mas agora eu estou twitando..hehe.
De novidade mesmo, para se tornar uma desabafo sem critérios aqui na Mágica, só o de voltar a fazer parte do time dos solteiros.
A ironia, no entanto, é a de que criei este blog como uma chance de "por para fora" meus desejos e anseios em relação a esse amor que agora não existe mais (novamente digo, estou solteiro). Mas não seja por isso, continuemos a declarar textos sem sentido e sem lógica aqui, porém com uma real razão para cada um que somente seu declarante poderá entender, ou não. Não é mesmo?! :P
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Mulher de Fases
Opa opa... quanto não posto nada na Mágica, mas na realidade é porque não há o que escrever.
Já são algumas semanas, aliás, meses, que o interesse pela escrita vem fugindo dos meus desejos, como muitas outras vontades também. A autonomia de minhas decisões se perdera durante o caminho que percorri neste periodo. A confusão das idéias aparece e vai embora de maneira confusa, sem criar vinculos. A cada desvaneio são novas idéias que se perdem.
Como os dias tem passado depressa, isso poderia ser um sinal de dia proveitoso para a maioria, mas eu notei durante o passar de um dia assim como nossa carência por preocupações nos faz deixar de viver e sentir sensações deveras fundamentais para nosso dia.
Neste momento por exemplo, escrevo por ausência de preocupações reais. Escrevo por que o que eu deveria estar atentando (eita gerúndio filho da mãe) neste momento, eu não consigo ver de forma preocupante, no entanto, estou me ocupando de uma forma preocupante. Todos nós nos ocupamos de forma preocupante, sem notar que estamos deixando passar os reais motivos para que nossos cabelos fiquem dm pé. Resumindo essa prosa estranha do meio da madrugada, deixamos de viver para fazer o dia passar depressa. Vivemos assim por desconhecer razões e sensações reais que a vida pode nos dá.
Esta era uma boa hora para eu fazer jus ao meu direito de não escrever aqui. Eita postezinho sem pé e nem cabeça. A começar do título. Mas tudo bem, deixa estar.
Já são algumas semanas, aliás, meses, que o interesse pela escrita vem fugindo dos meus desejos, como muitas outras vontades também. A autonomia de minhas decisões se perdera durante o caminho que percorri neste periodo. A confusão das idéias aparece e vai embora de maneira confusa, sem criar vinculos. A cada desvaneio são novas idéias que se perdem.
Como os dias tem passado depressa, isso poderia ser um sinal de dia proveitoso para a maioria, mas eu notei durante o passar de um dia assim como nossa carência por preocupações nos faz deixar de viver e sentir sensações deveras fundamentais para nosso dia.
Neste momento por exemplo, escrevo por ausência de preocupações reais. Escrevo por que o que eu deveria estar atentando (eita gerúndio filho da mãe) neste momento, eu não consigo ver de forma preocupante, no entanto, estou me ocupando de uma forma preocupante. Todos nós nos ocupamos de forma preocupante, sem notar que estamos deixando passar os reais motivos para que nossos cabelos fiquem dm pé. Resumindo essa prosa estranha do meio da madrugada, deixamos de viver para fazer o dia passar depressa. Vivemos assim por desconhecer razões e sensações reais que a vida pode nos dá.
Esta era uma boa hora para eu fazer jus ao meu direito de não escrever aqui. Eita postezinho sem pé e nem cabeça. A começar do título. Mas tudo bem, deixa estar.
terça-feira, 21 de abril de 2009
SUPERIOR

Quando sonho sou guiado para um outro mundo
Várias e várias vezes
No amanhecer eu luto para continuar dormindo
Porque eu não quero deixar o conforto desse lugar
Porque existe um faminto, querendo escapar
Da vida que eu vivo quando estou acordado
Então vamos lá
Vamos fazer nossa fuga
Venha, vamos lá
Vamos perguntar se podemos ficar
Você pode me levar mais alto?
Para um lugar onde os cegos vêem?
Você pode me levar mais alto?
Para um lugar com ruas de ouro?
Apesar disso eu gostaria que nosso mundo mudasse
Isso me ajuda a apreciar
Aquelas noites e aqueles sonhos
Mas, meu amigo, eu sacrificaria todas aquelas noites
Se eu pudesse fazer da Terra e dos meus sonhos os mesmos
A única diferença é deixar o amor substituir todo o nosso ódio
Nas alturas eu sinto como se vivesse pela primeira vez
Ainda alto eu sou forte o bastante para pegar esses sonhos
E torná-los meus
Ainda alto eu sou forte o bastante para pegar esses sonhos
E torná-los meus
sexta-feira, 13 de março de 2009
Insensato
Como ser sensato se não controlo meus sentimentos, se eles afloram a cada paixão fulminante que dilacera meu coração como cada desilusão. Se deparei-me com meu futuro sem querer, sem ficar assustado, sem saber como pensar.
Como ser sensato apesar do caráter simplório das relações humanas de dar e receber ser constantemente subjugado e posto de lado por nos mesmos, os humanos.
Sim, talvez possa descobrir a sensatez em forma de algo, de uma música talvez, que talvez também me leve a uma paixão que dilacerá meu coração como dantes. Então, como ser sensato e continuar sendo eu?
Como ser sensato apesar do caráter simplório das relações humanas de dar e receber ser constantemente subjugado e posto de lado por nos mesmos, os humanos.
Sim, talvez possa descobrir a sensatez em forma de algo, de uma música talvez, que talvez também me leve a uma paixão que dilacerá meu coração como dantes. Então, como ser sensato e continuar sendo eu?
sábado, 21 de fevereiro de 2009
A dor do amor
A dor do amor realmente é a pior dor do ser humano. Causada ou sentida, é de longe a mais avassaladora de todas.
Ela revela sensações que você nunca imaginou sentir ou pensou que existissem. O coração aperta e você respira com dificuldade. Sem falar em seu rosto, retrato vivo da desilusão, do descaso do resto do mundo com você. Você se torna a pior pessoa do mundo.
E pra piorar, ainda vem a solidão que você sente. Como se todos estivessem fazendo algo mais importante que você (e realmente estão). Solitário em seus pensamentos, você tenta se refugiar na primeira alternativa que o mundo lhe joga.
Aquela garrafa de cerveja de repente lhe parece a mais sedutora das mulheres.
Aquele cigarro que nunca fumou agora se tornou mais interessante.
As músicas que jamais imaginou que pudesse ouvir, agora não saem da sua cabeça.
Doses homeopáticas de desespero são injetadas na sua mente e você quase entra em um colapso mental ao tentar imaginar o que se passa na cabeça da pessoa amada.
Ahhh, como a dor do amor é terrível. E como ela nos revela um fracassado em se tratando de controle emocional. Você chora. Não há como segurar, se conter, ela é maior que você.
Parece que não há fim. Você teme que só com o pior acontecendo à dor passe.
Talvez uma boa noite fora possa ajudar. Talvez ajude mesmo, mas você não quer, não quer ajuda. Quer sofrer e sentir a dor, porque sabe que isso tudo é culpa sua.
Você quer este auto-sacrifício como forma de punição e provação de seu amor. Quer mesmo é o sofrimento, porque tudo que está sentido agora vale à pena. Tudo que está sentindo agora é o real significado da palavra amor. É a prova que você sobrevive pelos motivos certos. É a prova que você pode também amar.
Ela revela sensações que você nunca imaginou sentir ou pensou que existissem. O coração aperta e você respira com dificuldade. Sem falar em seu rosto, retrato vivo da desilusão, do descaso do resto do mundo com você. Você se torna a pior pessoa do mundo.
E pra piorar, ainda vem a solidão que você sente. Como se todos estivessem fazendo algo mais importante que você (e realmente estão). Solitário em seus pensamentos, você tenta se refugiar na primeira alternativa que o mundo lhe joga.
Aquela garrafa de cerveja de repente lhe parece a mais sedutora das mulheres.
Aquele cigarro que nunca fumou agora se tornou mais interessante.
As músicas que jamais imaginou que pudesse ouvir, agora não saem da sua cabeça.
Doses homeopáticas de desespero são injetadas na sua mente e você quase entra em um colapso mental ao tentar imaginar o que se passa na cabeça da pessoa amada.
Ahhh, como a dor do amor é terrível. E como ela nos revela um fracassado em se tratando de controle emocional. Você chora. Não há como segurar, se conter, ela é maior que você.
Parece que não há fim. Você teme que só com o pior acontecendo à dor passe.
Talvez uma boa noite fora possa ajudar. Talvez ajude mesmo, mas você não quer, não quer ajuda. Quer sofrer e sentir a dor, porque sabe que isso tudo é culpa sua.
Você quer este auto-sacrifício como forma de punição e provação de seu amor. Quer mesmo é o sofrimento, porque tudo que está sentido agora vale à pena. Tudo que está sentindo agora é o real significado da palavra amor. É a prova que você sobrevive pelos motivos certos. É a prova que você pode também amar.
Crônicas de Alguém
Opaopa. Mais uma vez recorro ao blog de um companheiro de rede para expressar um pouco de minhas opiniões aqui na "Mágica". Minha inspiração anda me maltratando, fingindo não se importar, e vou postar aqui a crônica de alguém que também se diz um "Arnaldo" da vida. Vai ver é ele mesmo, posso me enganar, como sempre me engano. Segue o texto abaixo:
"Estamos com fome de amor
Uma vez Renato Russo disse com uma sabedoria ímpar: "Digam o que disserem, o mal do século é a solidão". Pretensiosamente digo que assino embaixo sem dúvida alguma. Parem pra notar, os sinais estão batendo em nossa cara todos os dias.
Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas. E saem sozinhas. Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos.
Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos "personal dance", incrível. E não é só sexo não, se fosse, era resolvido fácil, alguém duvida?
Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão "apenas" dormir abraçados, sabe, essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega.
Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção. Tornamos-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a "sentir", só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós.
Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de relacionamentos Orkut, o número que comunidades como: "Quero um amor pra vida toda!", "Eu sou pra casar!" até a desesperançada "Nasci pra ser sozinho!".
Unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis.
Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa. Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, démodé, brega.
Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí? Seja ridículo, não seja frustrado, "pague mico", saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta.
Mais (estou muito brega!), aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso a dois.
Quem disse que ser adulto é ser ranzinza? Um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele. Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: "vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida".
Antes idiota que infeliz!"
"Estamos com fome de amor
Uma vez Renato Russo disse com uma sabedoria ímpar: "Digam o que disserem, o mal do século é a solidão". Pretensiosamente digo que assino embaixo sem dúvida alguma. Parem pra notar, os sinais estão batendo em nossa cara todos os dias.
Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas. E saem sozinhas. Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos.
Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos "personal dance", incrível. E não é só sexo não, se fosse, era resolvido fácil, alguém duvida?
Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão "apenas" dormir abraçados, sabe, essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega.
Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção. Tornamos-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a "sentir", só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós.
Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de relacionamentos Orkut, o número que comunidades como: "Quero um amor pra vida toda!", "Eu sou pra casar!" até a desesperançada "Nasci pra ser sozinho!".
Unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis.
Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa. Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, démodé, brega.
Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí? Seja ridículo, não seja frustrado, "pague mico", saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta.
Mais (estou muito brega!), aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso a dois.
Quem disse que ser adulto é ser ranzinza? Um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele. Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: "vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida".
Antes idiota que infeliz!"
domingo, 8 de fevereiro de 2009
Crônicas de alguém
Bom amiguinhos. A tempos que não escrevo e nem faço nenhuma mágica do lápis, nem mesmo em meu word pessoal. Porém na minha atua conjultura social, procurei descobrir de propósito algo que pudesse se identicar comigo nessa atual fase como bem disse, para postar aqui.
Este texto não é meu, não tenho dom para escrever novelas assim. Dizem que foi o Arnaldo Jabbor quem o escreveu. Dúvido um pouco. Mas quem sabe né?! Não pela qualidade ou falta dela, porém palavras na internet devem ser sempre questionadas em sua autoria. Segue o texto abaixo.
"Crônica do Amor
Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.
O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.
Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.
Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.
Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.
Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.
Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no
ódio vocês combinam. Então?
Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.
Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a
menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.
Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama
este cara?
Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.
É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura
por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.
Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?
Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.
Não funciona assim.
Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.
Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!
Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa."
Este texto não é meu, não tenho dom para escrever novelas assim. Dizem que foi o Arnaldo Jabbor quem o escreveu. Dúvido um pouco. Mas quem sabe né?! Não pela qualidade ou falta dela, porém palavras na internet devem ser sempre questionadas em sua autoria. Segue o texto abaixo.
"Crônica do Amor
Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.
O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.
Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.
Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.
Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.
Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.
Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no
ódio vocês combinam. Então?
Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.
Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a
menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.
Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama
este cara?
Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.
É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura
por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.
Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?
Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.
Não funciona assim.
Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.
Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!
Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa."
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
Futilidade por Futilidade
No orkut tem comunidade de tudo, se foi lançado ontem no mercado um desodorante novo, alguém vai lá e cria uma comunidade pro dito cujo. E todo mundo que gosta do produto entra pra comuna que fala bem do assunto ou então entra para aquela que está exclulhamando o pobre, rs!
Bom excluindo aqui e ali faltam ainda 153 comunidades para eu escolher, espero chegar a ter somente 5 na minha lista, é o suficiente para que todos saibam que já tive pirutilo q vira helicóptero, ou que já brinquei de bambolê, ou que fui no show dos Mamonas Assassinas ou que "se não valorizar, vai me perder".
Bom...são só exemplos, na verdade não sei até onde uma comunidade no orkut pode influênciar a opinião das pessoas a seu respeito.
Por Samkey
Eu estou a mais de uma semana dando uma limpa nas comunidades que já aderí [tem acento?] e cada minuto que passa percebo o quão fútil eu fui, meu Deus do céu, embora eu não consiga me desgrudar do orkut e nem quero, fico chateada com a opinião daqueles que declaram que ter uma rede de amigos na intenet é algo inútil para vida de um cidadão.
Bom opiniões a parte, futilidade por futilidade, eu encontrei a minha, descobri que sou a mais velha a responder um dos tópicos de uma das minhas mais de 300 comunidades.
Todas as meninas que declaram a idade em que colocaram um "piercing" no umbigo têm entre 11 a 16 anos, meu Deus e eu furei o meu com 26 anos, e eu achando que tava perdida??? O mundo está mais perdido ainda.
Bom excluindo aqui e ali faltam ainda 153 comunidades para eu escolher, espero chegar a ter somente 5 na minha lista, é o suficiente para que todos saibam que já tive pirutilo q vira helicóptero, ou que já brinquei de bambolê, ou que fui no show dos Mamonas Assassinas ou que "se não valorizar, vai me perder".
Bom...são só exemplos, na verdade não sei até onde uma comunidade no orkut pode influênciar a opinião das pessoas a seu respeito.
Que besteira, mas é isso aí, futilidade por futilidade.
Por Samkey
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