A dor do amor realmente é a pior dor do ser humano. Causada ou sentida, é de longe a mais avassaladora de todas.
Ela revela sensações que você nunca imaginou sentir ou pensou que existissem. O coração aperta e você respira com dificuldade. Sem falar em seu rosto, retrato vivo da desilusão, do descaso do resto do mundo com você. Você se torna a pior pessoa do mundo.
E pra piorar, ainda vem a solidão que você sente. Como se todos estivessem fazendo algo mais importante que você (e realmente estão). Solitário em seus pensamentos, você tenta se refugiar na primeira alternativa que o mundo lhe joga.
Aquela garrafa de cerveja de repente lhe parece a mais sedutora das mulheres.
Aquele cigarro que nunca fumou agora se tornou mais interessante.
As músicas que jamais imaginou que pudesse ouvir, agora não saem da sua cabeça.
Doses homeopáticas de desespero são injetadas na sua mente e você quase entra em um colapso mental ao tentar imaginar o que se passa na cabeça da pessoa amada.
Ahhh, como a dor do amor é terrível. E como ela nos revela um fracassado em se tratando de controle emocional. Você chora. Não há como segurar, se conter, ela é maior que você.
Parece que não há fim. Você teme que só com o pior acontecendo à dor passe.
Talvez uma boa noite fora possa ajudar. Talvez ajude mesmo, mas você não quer, não quer ajuda. Quer sofrer e sentir a dor, porque sabe que isso tudo é culpa sua.
Você quer este auto-sacrifício como forma de punição e provação de seu amor. Quer mesmo é o sofrimento, porque tudo que está sentido agora vale à pena. Tudo que está sentindo agora é o real significado da palavra amor. É a prova que você sobrevive pelos motivos certos. É a prova que você pode também amar.
sábado, 21 de fevereiro de 2009
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