terça-feira, 8 de junho de 2010

Aos amigos da (((d.C)))


De tempos em tempos me lembro de escrever algo de bom sobre minha experiência na faculdade de publicidade, mas em nenhuma das vezes consegui transcrever essas lembranças do lado emocional para uma folha de papel ou uma tela de computador. O fato é que desta vez consegui fazer isso.

Neste mês de julho completa-se exatamente 2 anos de minha formatura, exatos 2 anos do fim de uma experiência que durante, eu não via a hora para por fim nela e após o seu final, vivo arrumando maneiras de relembrar aqueles momentos que para mim pareciam eternos de tão penosos.

Mas o que me fez prescrever essas emoções hoje, foi lembrar os meus velhos companheiros de labuta na faculdade. Me lembrei, me lembro de cada um deles agora, mas vou me ater aos mais presentes.

Posso citar sem cerimônias em primeiro, a amiga para qualquer hora, porém desde que aja uma cerveja e um maço de cigarros por perto, Fernanda que não gostava muito da labuta, não possuía forças psicológicas para passar por ela sozinha, precisava de incentivos inconscientes constantes para sobreviver por lá. E confesso, não sei como chegou ao final do curso. Mas era insaciável em cumprir suas obrigações quando a ela eram repassadas, não hesitava em ajudar o grupo, e a manter a união de todos.

Bom, me refiro ao Felipe como o cara que qualquer time gostaria de ver como titular. Foi a pessoa com que mais aprendi durante a labuta. Foi à pessoa quem mais me fez crescer por lá. Exemplo de profissionalismo e estopim curto. Descobriu-se durante os quatro penosos anos. Não caros leitores, ele não saiu do armário não, afinal viado ele já era antes de entrar na faculdade, torce para o Cruzeiro. Me refiro a descobrir-se um respeitado senhor da palavra, mestre em argumentação e o melhor Atendimento que já vi trabalhar. Tenho saudade de ti cara! A essa altura deve ser o cara do grupo quem mais trabalha na vida, afinal, o trabalho persegue os competentes.

Saudades também sinto de um amiguinho que custou a se desprender de seus filhos na faculdade, a cada criação e nascimento, não havia argumentos suficientes que fizéssemos para que ele revisse alguns conceitos de suas criações, suas logomarcas, enfim, sua grandiosa direção de arte. Estou exagerando não é amigo Leandro? Vulgo Lêlê do Pirulito. Você se descobriu o maior visualizador de oportunidades de crescimento, de portas que se abriram. Mas não me refiro a trabalhos ou empregos. Nãããoo! Me refiro ao crescimento do conhecimento em sua área. O crescimento da percepção. Surpreendia-me a cada novo conceito que criava em suas peças. Mas não se iluda rapaz, naquela altura, me surpreender não valia muita coisa não. E hoje muito menos. Hehehe.
Me surpreendia com sua busca em aprender e isso me fez crescer também e te admirar para o resto da vida.

Ah se não fosse tão descomprometido, ah se tivesse um pouco mais de foco, seria a maior mente criativa que presenciei em 20 anos de vida, o que repito, não é grande coisa. :) Mas de algum modo, ele pra mim, se tornou “O Cara”. Não tenho uma definição exata, especifica pra ele, mas de algum jeito ele conseguia cumprir suas demandas dentro do deadline. E sempre entregávamos nossos trabalhos. Pra mim, ele era e continuará a ser O Cara! Maaaaaarceeelooo!

Bom, falar do Godines é como falar do um amigo quase perfeito, não reclamava de nada, calado em sua inteligência e sagaz em suas poucas palavras, porém decisivas. Me ajudou de uma forma como aposto que ele nunca imaginará, me ensinou que panelinhas são feitas para serem desfeitas na marra. Ensinou-me a reciprocidade do trabalho em grupo, ao ajudar em produções de vídeo, áudio e mídia durante o fim da labuta. Fico feliz que ainda não deixo de lembrar de você Bruno.

E por fim, o café, Wagner Café. Me fez respeitar as artes cênicas, aprendi a gostar de teatro graças a ele. Confesso que achei viadagem quando o vi em cena pela primeira vez. Mas confesso também que me emocionei com seu choro ao final da peça Édipo Rei no Nei Soares, se não me engano no 6º período?! Cara, és definitivamente alguém que merece conquistas, glórias e reconhecimento, por se entregar de corpo e alma naquilo que acredita. Sinto falta da sua presença também amigo.

Ah, tem o Michael. Leia-se Maicol. :) Bom, até o sexto período achava que ele não estava no curso certo, não dava credito a nada que falava. Tenho que admitir que aprendi a respeitá-lo somente quando certa vez, não me recordo exatamente quando, nos reunimos em um bar para discussões de nossa futura agência, e em momento algum acreditava que entraríamos em um acordo para ver quem falava mais alto. Foi quando este apreciador de canabis ativa, (brincadeira) tomou (em minha duvidosa opinião) pela primeira vez a palavra de modo seguro e confiante naquilo que desejava expor, falando mais alto que todos, nos colocando no lugar e dando rédeas aquela zona de reunião, onde podemos finalmente dar o starter para aquele que seria nosso maior orgulho dentro da escola. Ali você me conquistou para sempre amigo. Também sinto falta de você.

Mas como tudo na vida, nada é eterno, a faculdade passou. A labuta penosa se foi. E com a ela a união por ocasião daquela turma, dentro daqueles corredores apertados e fedidos a maconha do Uni-BH.
O que é uma pena enorme, digo isso por mim também. Totalmente relapso a isso tudo. A minha praticidade e rapidez dos tempos de labuta, na busca por uma solução rápida, nem sempre correta e aceita (com razão), me faz todos os dias ignorar essa importante fase da vida, me faz ignorar o respeito que adquiri de todos os amigos feitos por lá ao não me entregar ao esforço de manter essa lembrança viva, através de encontros e reuniões.

A falta de tempo, de interesse e comprometimento com fatos importantes, nos faz desprezar a história, a nossa história.

Mas alguns fatos não se apagam, e tento sempre que possível me prender a eles para que não me esqueça da melhor fase da minha vida, onde encontrei a plenitude e virtude de pensamentos quase sempre que estava junto de vocês.

Abraço amigos!