sábado, 21 de fevereiro de 2009

A dor do amor

A dor do amor realmente é a pior dor do ser humano. Causada ou sentida, é de longe a mais avassaladora de todas.

Ela revela sensações que você nunca imaginou sentir ou pensou que existissem. O coração aperta e você respira com dificuldade. Sem falar em seu rosto, retrato vivo da desilusão, do descaso do resto do mundo com você. Você se torna a pior pessoa do mundo.

E pra piorar, ainda vem a solidão que você sente. Como se todos estivessem fazendo algo mais importante que você (e realmente estão). Solitário em seus pensamentos, você tenta se refugiar na primeira alternativa que o mundo lhe joga.

Aquela garrafa de cerveja de repente lhe parece a mais sedutora das mulheres.

Aquele cigarro que nunca fumou agora se tornou mais interessante.

As músicas que jamais imaginou que pudesse ouvir, agora não saem da sua cabeça.

Doses homeopáticas de desespero são injetadas na sua mente e você quase entra em um colapso mental ao tentar imaginar o que se passa na cabeça da pessoa amada.

Ahhh, como a dor do amor é terrível. E como ela nos revela um fracassado em se tratando de controle emocional. Você chora. Não há como segurar, se conter, ela é maior que você.

Parece que não há fim. Você teme que só com o pior acontecendo à dor passe.

Talvez uma boa noite fora possa ajudar. Talvez ajude mesmo, mas você não quer, não quer ajuda. Quer sofrer e sentir a dor, porque sabe que isso tudo é culpa sua.

Você quer este auto-sacrifício como forma de punição e provação de seu amor. Quer mesmo é o sofrimento, porque tudo que está sentido agora vale à pena. Tudo que está sentindo agora é o real significado da palavra amor. É a prova que você sobrevive pelos motivos certos. É a prova que você pode também amar.

Crônicas de Alguém

Opaopa. Mais uma vez recorro ao blog de um companheiro de rede para expressar um pouco de minhas opiniões aqui na "Mágica". Minha inspiração anda me maltratando, fingindo não se importar, e vou postar aqui a crônica de alguém que também se diz um "Arnaldo" da vida. Vai ver é ele mesmo, posso me enganar, como sempre me engano. Segue o texto abaixo:

"Estamos com fome de amor

Uma vez Renato Russo disse com uma sabedoria ímpar: "Digam o que disserem, o mal do século é a solidão". Pretensiosamente digo que assino embaixo sem dúvida alguma. Parem pra notar, os sinais estão batendo em nossa cara todos os dias.

Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas. E saem sozinhas. Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos.

Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos "personal dance", incrível. E não é só sexo não, se fosse, era resolvido fácil, alguém duvida?

Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão "apenas" dormir abraçados, sabe, essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega.

Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção. Tornamos-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a "sentir", só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós.

Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de relacionamentos Orkut, o número que comunidades como: "Quero um amor pra vida toda!", "Eu sou pra casar!" até a desesperançada "Nasci pra ser sozinho!".

Unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis.

Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa. Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, démodé, brega.

Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí? Seja ridículo, não seja frustrado, "pague mico", saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta.

Mais (estou muito brega!), aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso a dois.

Quem disse que ser adulto é ser ranzinza? Um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele. Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: "vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida".

Antes idiota que infeliz!"

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Crônicas de alguém

Bom amiguinhos. A tempos que não escrevo e nem faço nenhuma mágica do lápis, nem mesmo em meu word pessoal. Porém na minha atua conjultura social, procurei descobrir de propósito algo que pudesse se identicar comigo nessa atual fase como bem disse, para postar aqui.
Este texto não é meu, não tenho dom para escrever novelas assim. Dizem que foi o Arnaldo Jabbor quem o escreveu. Dúvido um pouco. Mas quem sabe né?! Não pela qualidade ou falta dela, porém palavras na internet devem ser sempre questionadas em sua autoria. Segue o texto abaixo.

"Crônica do Amor

Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.

O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.

Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.

Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.

Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.

Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.

Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no
ódio vocês combinam. Então?

Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.

Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a
menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.

Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama
este cara?

Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.

É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura
por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.

Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?

Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.

Não funciona assim.

Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.

Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!

Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa."