terça-feira, 8 de junho de 2010

Aos amigos da (((d.C)))


De tempos em tempos me lembro de escrever algo de bom sobre minha experiência na faculdade de publicidade, mas em nenhuma das vezes consegui transcrever essas lembranças do lado emocional para uma folha de papel ou uma tela de computador. O fato é que desta vez consegui fazer isso.

Neste mês de julho completa-se exatamente 2 anos de minha formatura, exatos 2 anos do fim de uma experiência que durante, eu não via a hora para por fim nela e após o seu final, vivo arrumando maneiras de relembrar aqueles momentos que para mim pareciam eternos de tão penosos.

Mas o que me fez prescrever essas emoções hoje, foi lembrar os meus velhos companheiros de labuta na faculdade. Me lembrei, me lembro de cada um deles agora, mas vou me ater aos mais presentes.

Posso citar sem cerimônias em primeiro, a amiga para qualquer hora, porém desde que aja uma cerveja e um maço de cigarros por perto, Fernanda que não gostava muito da labuta, não possuía forças psicológicas para passar por ela sozinha, precisava de incentivos inconscientes constantes para sobreviver por lá. E confesso, não sei como chegou ao final do curso. Mas era insaciável em cumprir suas obrigações quando a ela eram repassadas, não hesitava em ajudar o grupo, e a manter a união de todos.

Bom, me refiro ao Felipe como o cara que qualquer time gostaria de ver como titular. Foi a pessoa com que mais aprendi durante a labuta. Foi à pessoa quem mais me fez crescer por lá. Exemplo de profissionalismo e estopim curto. Descobriu-se durante os quatro penosos anos. Não caros leitores, ele não saiu do armário não, afinal viado ele já era antes de entrar na faculdade, torce para o Cruzeiro. Me refiro a descobrir-se um respeitado senhor da palavra, mestre em argumentação e o melhor Atendimento que já vi trabalhar. Tenho saudade de ti cara! A essa altura deve ser o cara do grupo quem mais trabalha na vida, afinal, o trabalho persegue os competentes.

Saudades também sinto de um amiguinho que custou a se desprender de seus filhos na faculdade, a cada criação e nascimento, não havia argumentos suficientes que fizéssemos para que ele revisse alguns conceitos de suas criações, suas logomarcas, enfim, sua grandiosa direção de arte. Estou exagerando não é amigo Leandro? Vulgo Lêlê do Pirulito. Você se descobriu o maior visualizador de oportunidades de crescimento, de portas que se abriram. Mas não me refiro a trabalhos ou empregos. Nãããoo! Me refiro ao crescimento do conhecimento em sua área. O crescimento da percepção. Surpreendia-me a cada novo conceito que criava em suas peças. Mas não se iluda rapaz, naquela altura, me surpreender não valia muita coisa não. E hoje muito menos. Hehehe.
Me surpreendia com sua busca em aprender e isso me fez crescer também e te admirar para o resto da vida.

Ah se não fosse tão descomprometido, ah se tivesse um pouco mais de foco, seria a maior mente criativa que presenciei em 20 anos de vida, o que repito, não é grande coisa. :) Mas de algum modo, ele pra mim, se tornou “O Cara”. Não tenho uma definição exata, especifica pra ele, mas de algum jeito ele conseguia cumprir suas demandas dentro do deadline. E sempre entregávamos nossos trabalhos. Pra mim, ele era e continuará a ser O Cara! Maaaaaarceeelooo!

Bom, falar do Godines é como falar do um amigo quase perfeito, não reclamava de nada, calado em sua inteligência e sagaz em suas poucas palavras, porém decisivas. Me ajudou de uma forma como aposto que ele nunca imaginará, me ensinou que panelinhas são feitas para serem desfeitas na marra. Ensinou-me a reciprocidade do trabalho em grupo, ao ajudar em produções de vídeo, áudio e mídia durante o fim da labuta. Fico feliz que ainda não deixo de lembrar de você Bruno.

E por fim, o café, Wagner Café. Me fez respeitar as artes cênicas, aprendi a gostar de teatro graças a ele. Confesso que achei viadagem quando o vi em cena pela primeira vez. Mas confesso também que me emocionei com seu choro ao final da peça Édipo Rei no Nei Soares, se não me engano no 6º período?! Cara, és definitivamente alguém que merece conquistas, glórias e reconhecimento, por se entregar de corpo e alma naquilo que acredita. Sinto falta da sua presença também amigo.

Ah, tem o Michael. Leia-se Maicol. :) Bom, até o sexto período achava que ele não estava no curso certo, não dava credito a nada que falava. Tenho que admitir que aprendi a respeitá-lo somente quando certa vez, não me recordo exatamente quando, nos reunimos em um bar para discussões de nossa futura agência, e em momento algum acreditava que entraríamos em um acordo para ver quem falava mais alto. Foi quando este apreciador de canabis ativa, (brincadeira) tomou (em minha duvidosa opinião) pela primeira vez a palavra de modo seguro e confiante naquilo que desejava expor, falando mais alto que todos, nos colocando no lugar e dando rédeas aquela zona de reunião, onde podemos finalmente dar o starter para aquele que seria nosso maior orgulho dentro da escola. Ali você me conquistou para sempre amigo. Também sinto falta de você.

Mas como tudo na vida, nada é eterno, a faculdade passou. A labuta penosa se foi. E com a ela a união por ocasião daquela turma, dentro daqueles corredores apertados e fedidos a maconha do Uni-BH.
O que é uma pena enorme, digo isso por mim também. Totalmente relapso a isso tudo. A minha praticidade e rapidez dos tempos de labuta, na busca por uma solução rápida, nem sempre correta e aceita (com razão), me faz todos os dias ignorar essa importante fase da vida, me faz ignorar o respeito que adquiri de todos os amigos feitos por lá ao não me entregar ao esforço de manter essa lembrança viva, através de encontros e reuniões.

A falta de tempo, de interesse e comprometimento com fatos importantes, nos faz desprezar a história, a nossa história.

Mas alguns fatos não se apagam, e tento sempre que possível me prender a eles para que não me esqueça da melhor fase da minha vida, onde encontrei a plenitude e virtude de pensamentos quase sempre que estava junto de vocês.

Abraço amigos!

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Galo Sempre!


Ahrr, tá feliz porque ganhou Campeonato Mineiro? Vale nada. Vaga na Copa do Brasil é nada. – insultou, hoje pela manhã, o porteiro do prédio onde trabalho.
Pois é, seu moço, mas entenda o seguinte: hoje a festa é nossa, o abraço é nosso e é nossa a alegria. Toda nossa.

Semana passada minha irmã comentava como deve ser frustrante viver a vida em função de um único campeonato. Tudo na vida do time azulado, o terceiro de Minas Gerais, é esperar pela final da Taça Libertadores. É o único jogo que realmente mexe com eles, é só assim que eles lotam o estádio.

Não que isso seja pouco. Veja bem, não quero desdenhar de algo que é também um sonho para a massa alvinegra. O que quero dizer é que a vida não se resume a isso.
O Galo não joga o Mineiro pensando na vaga para a Copa do Brasil, para depois jogar a Copa do Brasil pensando somente na vaga para a Libertadores. Nós jogamos é jogo a jogo, nós vibramos é de dia em dia.
Se fosse de outra forma, seríamos como aquela mãe que cria a filha só para esperar o dia do casamento. Ou o aluno que passa a adolescência só esperando o dia do vestibular. E depois os anos de faculdade só para esperar a formatura. Viver assim é muito sem graça!!
O dia do casamento é importante, sim, mas não anula as alegrias da paquera e do namoro, nem a importância pedagógica dos erros e desencontros. A formatura traz grande alegria, isso é óbvio, mas não apaga a convivência e as festas da faculdade. Libertadores é um título importante (e só não ganhamos em 1981 porque fomos vergonhosamente garfados), mas não é em função dele que vivemos.

A torcida do Atlético Mineiro, glorioso alvinegro das alterosas, entendeu há muito tempo que todo jogo é importante. Comemoramos, sim, o quadragésimo título estadual, mas a taça é um detalhe.
O que marcará para sempre as nossas vidas é ter visto um ídolo como o Marques marcar o gol do título, e termos chorado com ele em uma comemoração que emocionou o país e estará para sempre tatuada em nossas retinas.
Nossa alegria maior, repito, não é a taça. A taça é só um símbolo, lembrança do que vivemos. Nosso grande prêmio foi ter estado entre 60 mil torcedores (e outros milhões que acompanharam pela TV, internet ou rádio) fazendo uma festa tão bonita como há muito tempo não se via nas Minas Gerais.

Alegria é ver os jogadores satisfeitos por vestirem nosso manto, sem flertarem com outras torcidas. É ver um técnico vencedor como o Luxemburgo comemorar um título regional como se fosse um menino, e é ver um respeitado comentarista de nível nacional dizer que há muito tempo não se via o Luxa tão animado, tão feliz trabalhando em um clube.
Para cada um dos milhões de atleticanos espalhados pelo Brasil e pelo mundo, todos os jogos do Campeonato Mineiro foram importantes. Os gritos apaixonados de gol foram se transformando, um a um, no ouro puro que fez a taça.

Se todas as torcidas aprendessem com a nossa, poderiam entender porque celebramos o Campeonato Mineiro como se fosse um mundial. É que nós escolhemos comemorar cada gol como se fosse o mais bonito, cada vitória como se fosse a primeira, cada conquista como se fosse a mais importante.
Sabemos que é muito bom chegar ao local de destino. Mas sabemos que melhor ainda é ter olhos para a beleza da estrada pela qual escolhemos caminhar.
E nisso, que nos desculpem os demais, a massa Atleticana é mestre. É suprema campeã mundial!
Parabéns, Galo, senhor das alterosas!

Jornalista Chico Pinheiro

Eu não poderia ignorar a importância desta prosa enviada a mim pela honrada torcedora Ferdi Pinho e escrita pelo glorioso Chico (ancôra do JN) Pinheiro.

Eu estive por lá. Eu vivi cada gota deste romance apaixonante que é torcer para a instituição C.A.M. Fiz parte do coro dos 60.000 que puderam sentir um pouco desse desfecho maravilhosamente escrito pelo roteirista Olê Marques. Eu vi e vivi. Salve Galo!

Obrigado Ferdi!

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Oito ou oitenta


Um dia , mandei esse texto abaixo como resposta para um amigo que muito me despertava pensamentos sobre mim mesmo e minhas atitudes. hoje relendo o texto, pensei em posta-lo aqui como um texto para muitas pessoas ! Abraços.

"Todas as misérias verdadeiras são interiores e causadas por nós mesmos. Erradamente julgamos que elas vêm de fora, mas nós é que as formamos dentro de nós, com a nossa própria substância. Somos todos prisioneiros, mas, alguns de nós estão em celas com janelas, e outros sem e por isso só me interessam os passos que tive de dar na vida para chegar a mim mesmo...
No meio disso que falo, algo quero que você entenda pois eu já entendi: Se o desejo escraviza o pensamento, a verdade foge de imediato pela janela mais próxima. Quando as pessoas abandonam sua natureza essencial pra seguir seus desejos, suas ações nunca são corretas... veja bem; suas ações nunca... são corretas.

Minha luta é para não fazer isso ou seja , não ter sempre atitudes levadas por simples desejos.
Essas escolhas, esses erros, essas "experimentações" me levaram a um único entendimento na vida, que é: se o conhecimento pode criar problemas, não é através da ignorância que podemos solucioná-los. E o que menos quero na vida é ser um ignorante. Mas quero ousar sempre!!! Pois de outra sorte, eu seria só mais um no meio dessa multidão terrestre!!! O que sei é que descobri em mim uma força tanto para sonhar quanto para executar os sonhos que almejo. Descobri também a capacidade de elaborar meticulosamente meus planos, para quê na execução não haja falhas da minha parte. Não temo a derrota e não crio expectativas com relação à vitórias, quero simplesmente ousar, tentar e prosseguir, consciente que fiz o possível e o impossível.

Todo homem e mulher deveriam buscar isso, mas eles se conformam em ser só mais um ponto no universo!

Clarice Linspector disse ""O que é verdadeiramente imoral é ter desistido de si mesmo." O que eu nunca faço é isso, desistir de mim mesmo, e quando navego eu sempre estou com um sonho na mão, e nunca vou mesmo me conformar com o que é "conformavel"
Peço perdão quando magoou alguém, sigo adiante! Não temo tentar reconstruir ou reconhecer meus erros! Por isso pareço ser 8 ou 80 , mas sou um cara em busca da sabedoria e não só do conhecimento pois conhecimento é o processo de acumular dados; a sabedoria reside na sua simplificação. Mas aprendi também a ser brando nesta busca , para não pirar OUTRA VEZ e me perder. Aconselho você, meu amigo a tirar da minha vida a lição que lhe for mais aprazível pois é indispensável conhecermo-nos a nós próprios pois mesmo se isso não bastasse para encontrarmos a verdade, seria útil, ao menos para regularmos a vida, e nada há de mais justo!

Minha busca é sempre esta e tenho uma frase boa pra fundamentar minhas idéias: "Aquele que se analisou a si mesmo, está deveras adiantado no conhecimento dos outros." ( Denis Diderot )

Quando me analiso e vejo que não estou bem, ou não estou certo, ou que minha caminhada está me levanto para um precipício , sim, eu mudo a trajetória bruscamente. Tenho medo sim quando faço isso, mas é necessário, ou então eu vou me conformar em usar remos, mesmo sendo um barco a motor! Entende isso?

Amigo: Nisto tudo eu ainda posso te dizer mais coisas sobre mim , para que você me entenda e seja mais amigo que nunca.
Você não pode confiar em seus olhos quando sua imaginação está fora de foco. Você ganha força, coragem e confiança através de cada experiência em que você realmente para e encara o medo... não acha???? hum????
Espero que entenda o q vou dizer : Um erro fatal é considerar um acampamento fixo num local inacessível. Confiar somente na segurança do terreno, é perigoso; em última análise não há lugares inacessíveis, pela simples razão de que: se alguém chegou a ele o inimigo também pode fazê-lo... por isso nunca se dê por "chegado" e "acabado" "pronto " e fim!!!

Sou assim e sou feliz !

"Não existem erros, coincidências. Todos os eventos são bênçãos dadas a nós para aprendermos através deles." ( Elizabeth Kubler-Ross )

Por isso termino esse texto e me vejo como um simples homem...Não sou modelo a seguir á risca!

Termino deixando uma frase pra vc pensar depois de ler:

"Propriedades podem ser destruídas e o dinheiro pode perder o seu poder de compra; mas o caráter, a saúde, o conhecimento e o bom senso serão sempre procurados sob quaisquer circunstâncias."
( Roger Babso )

Passos.
Nós , simples humanos, damos muitos passos pela vida !
A média de acertos é sempre muito significante, mas as adversidades é que criam caos temporários que nos dão ensinamento mais profundos.
Ali, naquele ponto de origem do incomodo é onde nascemos de novo para a nova realidade que se apresenta ante a nós e então nos vemos obrigados a nos mover para encontrar o significado e a essência do que estamos vivendo. Por exemplo: A morte de alguém querido, nos ensina que perder alguém é o ponto inicial onde precisamos aprender a nos localizar num mundo sem aquela pessoa que era importante e isso dói, pois parte de nós se vai com aquela pessoa! Outra coisa: O fim de um relacionamento: Isso nos ensina que nada vida pode ser encarado como definitivo, mas que tudo tende a mudar, basta-nos entender o processo e crescer tendo a ausência de medo em nosso coração, pois parte de nós também se vai com a pessoa!
Em síntese: Os passos da vida de alguém marcam o que ela deixa em cada pessoa que faz parte de sua vida, que fez parte do seu coração e alma. Com erros ou acertos, com perdas ou ganhos, com inícios ou fins, sempre deixaremos um pedaço de nós nos outros e os outros sempre deixarão um pedaço deles em nós! É nesse grande processador de almas chamado “viver” que nos encontramos infinitamente aprendizes da vida, é nesse grande palco chamado “vida” que aprendemos que “A adversidade desperta em nós capacidades que, em circunstâncias favoráveis, teriam ficado adormecidas. “ ( Horácio )."

Jean Portugal 30/11/2009

Amor Acaba?


O amor não acaba, nós é que mudamos

Um homem e uma mulher vivem uma intensa relação de amor, e depois de alguns anos se separam, cada um vai em busca do próprio caminho, saem do raio de visão um do outro. Que fim levou aquele sentimento? O amor realmente acaba?

O que acaba são algumas de nossas expectativas e desejos, que são subtituídos por outros no decorrer da vida. As pessoas não mudam na sua essência, mas mudam muito de sonhos, mudam de pontos de vista e de necessidades, principalmente de necessidades. O amor costuma ser amoldado à nossa carência de envolvimento afetivo, porém essa carência não é estática, ela se modifica à medida que vamos tendo novas experiências, à medida que vamos aprendendo com as dores, com os remorsos e com nossos erros todos. O amor se mantém o mesmo apenas para aqueles que se mantém os mesmos.

Se nada muda dentro de você, o amor que você sente, ou que você sofre, também não muda. Amores eternos só existem para dois grupos de pessoas. O primeiro é formado por aqueles que se recusam a experimentar a vida, para aqueles que não querem investigar mais nada sobre si mesmo, estão contentes com o que estabeleceram como verdade numa determinada época e seguem com esta verdade até os 120 anos. O outro grupo é o dos sortudos: aqueles que amam alguém, e mesmo tendo evoluído com o tempo, descobrem que o parceiro também evoluiu, e essa evolução se deu com a mesma intensidade e seguiu na mesma direção. Sendo assim, conseguem renovar o amor, pois a renovação particular de cada um foi tão parecida que não gerou conflito.

O amor não acaba. O amor apenas sai do centro das nossas atenções. O tempo desenvolve nossas defesas, nos oferece outras possibilidades e a gente avança porque é da natureza humana avançar. Não é o sentimento que se esgota, somos nós que ficamos esgotados de sofrer, ou esgotados de esperar, ou esgotados da mesmice. Paixão termina, amor não. Amor é aquilo que a gente deixa ocupar todos os nossos espaços, enquanto for bem-vindo, e que transferimos para o quartinho dos fundos quando não funciona mais, mas que nunca expulsamos definitivamente de casa.

Infelizmente eu não sou o autor deste texto, mas minha alma entende muito dessa coisa toda!

Abraço amigos!

Jean Portugal

sexta-feira, 19 de março de 2010

Descobri porque sou teu fã!

Descobri porque sou teu fã!

Como já disse a você tempos atrás, sou mesmo teu fã. Não digo o nº 1, mas sou teu fã de coração, de verdade. E insisto em lhe dizer isso, apesar de não saber por que proclamo isso com tanta certeza.

Talvez não devesse falar tanto assim que sou teu fã, mas mesmo que isso lhe faça mal, ou massageie teu ego, ou não lhe faça porcaria nenhuma, tenho vontade de declamar isso pra você. E porque você?! Não sei dizer com certeza. Afinal um fanatismo assim sem ter a presença constante da persona não faz muito sentido.
Porém hoje cheguei a uma brilhante conclusão. E é brilhante mesmo. Constatei que este fanatismo é para uma pessoa que nunca me decepcionou. Seja da forma que for.

Nunca me decepcionou. Isso não tem a ver com sentimentos, sensações, percepções de caráter (especificamente referindo-se ao seu), mas em relação a tantas outras pessoas que me circundam constantemente ou esporadicamente, você é a única que de alguma forma, ainda não me fez te enxergar de outra maneira que não seja a que você realmente é.

Sem exceções, de todas você é mesmo a única que não me decepcionou. Não que isso seja proeza ou uma honra ao mérito. Muito pelo contrário. Isso não vale merda nenhuma. Afinal quem sou eu para julgar com tanta certeza todos aqueles que chamo de amigos ou amigas diariamente, ou até por quem já fiz disse fazer loucuras de amor. Se julgo com tanta firmeza, isso nada mais seria do que uma fragilidade de meu carater.

Todos os seus trejeitos, seus maneirismos ou seus tiques que ainda não conheci, ou seus vícios que ainda não notei, todos os seus trejeitos me fazem te ver sem defeitos, sem preconceitos que às vezes eu nem mesmo sei que florescem em mim.

Não sei dizer bem o porquê de tanta certeza, mas sou teu fã, e toda vez que olho pra algo que seja seu, seja uma foto, seja uma frase, seja um verso, tenho vontade de pensar algo bom de você.

Quem estiver lendo isso além de você, pensará que lhe venero. Que me apaixonei por você. Que isso nada mais é do que textos carregados de megasentimentos recém descobertos no início de uma paixão. Talvez seja talvez não. Não me refiro a você com tanta vibração a fim de conseguir algo de você. Não é a minha primeira intenção quando escrevo algo assim para alguém. E nem sei como terminar essa... “carta”, não sei terminar porque sei que não consegui explicar nada a você. Não consegui exemplificar uma certeza tão obvia para mim.

Mas depois de hoje, creio que decifrei uma grande razão pra dizer por que sou mesmo teu fã. Você nunca me decepcionou, nunca foi como outra. Sempre você. Nunca errou e nunca me fez sentir nada de negativo. Sempre é muito você! Sempre muito autêntica!

Acordei as 9 com desejo de dizer isso pra você.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Folia folia folia...

Buenas!

Voltando e juntando literalmente as cinzas em uma quarta feira, de um carnaval que pegou fogo.

Apesar de muitas criticas e todas elas com muitos méritos e razões sobre a festa mais popular do país, de que o carnaval acaba por esconder problemas ou mascarar os inimigos públicos das massas, e até mesmo ser uma festa cúmplice de um capitalismo que todos questionam. O carnaval mais uma vez surpreendeste a todos.

Em minha pequena, porém forte cidade da RM de BH, Lagoa Santa, onde pelo lado político a folia estava sendo questionada desde as brigas e rasgões de calcinha do ano anterior, este ano a bagunça rolou solta e o pau comeu desembolado, literalmente, principalmente nos carnavais sub16. Com muito mais pontos positivos do que negativos, a folia se desenrolou com tranqüilidade (pelo menos até o fechamento desta prosa não tivemos noticias de ocorrências ou mortes) nos quatro cantos da cidade.

Completando a caixa de surpresas, no Rio, deu Tijuca, em SP deu Rosas, mas o melhor foi, por incrível que pareça, o cárcere do governador Arruda. Isso foi deveras uma surpresa pra mim. Havia apostado em sua soltura com menos de 2 dias e lá se vão 7.

O fato é que o carnaval serve mesmo para esconder, camuflar, desviar e mascarar os problemas políticos sociais que nosso país enfrenta. Sem terras, com terras, corrupções, desvios de verba, fome, mensalões, quinzenões, e por aí vai. Ehh... realmente não são poucos. Mas a de convir que nunca antes na historia deste país, o carnaval foi vivenciado da maneira mais ingênua e convicta por seus foliões, que aproveitaram o maior feriado brasileiro com um pouco mais certeza e expectativa para com suas vidas.

Sim, o carnaval é mesmo um desvio de atenção dos abacaxis sociais que precisamos conviver todos os dias. Mas afinal, já que todos criticam e sempre relembram (com razão) todos os problemas que este país possui, não cabe a nós, meros foliões de um país que nos coloca pra sambar todos os dias que levantamos, aproveitar para sambar e brincar de verdade na única vez que podemos fazer isso com gosto e por interesse próprio?! Talvez né?!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Leiam!!!


Um dia a maioria de nós irá se separar. Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, as descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que compartilhamos...

Saudades até dos momentos de lágrima, da angústia, das vésperas de finais de semana, de finais de ano, enfim... do companheirismo vivido... Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre...

Hoje não tenho mais tanta certeza disso. Em breve cada um vai pra seu lado, seja pelo destino, ou por algum desentendimento, segue a sua vida, talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe... nos e-mails trocados...

Podemos nos telefonar... conversar algumas bobagens. Aí os dias vão passar... meses... anos... até este contato tornar-se cada vez mais raro. Vamos nos perder no tempo...

Um dia nossos filhos verão aquelas fotografias e perguntarão: Quem são aquelas pessoas? Diremos que eram nossos amigos. E... isso vai doer tanto!!! Foram meus amigos, foi com eles que vivi os melhores anos de minha vida!

A saudade vai apertar bem dentro do peito. Vai dar uma vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente... Quando o nosso grupo estiver incompleto... nos reuniremos para um último adeus de um amigo. E entre lágrima nos abraçaremos...

Faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante. Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vidinha isolada do passado... E nos perderemos no tempo...

Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades...

Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores... mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!!!
Vinícius de Moraes

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Lembro

Bom... esta postagem é apenas um lembrete. Um lembrete para mim, pq a correria pelo o que viver me faz mudar meus pensamentos com uma frequencia muito maior que o normal.
Tenho mto o que falar... estou devendo isso! Entao posto aqui para me lembra que devo postar algo bom.

Tenho mto o que dizer sobre as palavras de JP e sobre como nos expressamos muito melhor quando estamos em uma estrada sem transito. Ou melhor, em uma estrada com um GPS do nosso lado ajudando a gente a chegar ao nosso destino. Qundo estamos apaixonados pela vontade de vevenciar a vida!

I be back!

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Amigo A

E ai blogueiro louco?
Como vai essa força?
tava aqui lendo uns historicos de conversas do ano de 2008 (inclusive papos com vc) e achei aqui uma frase muito bacana de uma amiga minha!
Estavamos conversando sobre relações de amor, paixão, de estar perdido, de se perder pra achar, de achar o que todos querem e bla bla bla,, toda essa mesma coisa q eu converso com vc as vezes nos nossos almoços.
Então ela lançou a seguinte maxima ' Amor não morre; o que morre são tipos de relacionamento" caraca,, julgo essa frase muito boa pra uma analise sua e dos outros ai presentes!
Ta contigo!

Abraço !

Encerrando ciclos!


Achei esse texto num email velho meu,, de 2006 precisamente.
Achei bacana posta-lo aqui!


Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final...

Se insistimos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a
alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.

Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos é não importa o
nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já
se acabaram.

Foi despedido do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais?
Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada
desapareceu sem explicações?

Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu.
Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as
razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua
vida, serem subitamente transformadas em pó.

Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seu marido ou
esposa, seus amigos, seus filhos, sua irmã, todos estarão encerrando
capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que
você está parado.

Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando
tentamos entender as coisas que acontecem conosco.

O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes
tardios, filhos que sentem-se culpados ou rancorosos com os pais, amantes
que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor
intenção de voltar.

As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam
ir embora.

Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir
recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar
os livros que tem.

Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que estão
acontecendo em nosso coração e o desfazer-se de certas lembranças significa
também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.

Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.

Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto as vezes
ganhamos, e as vezes perdemos.

Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que
descubram seu gênio, que entendam seu amor...

Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa,
que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o está apenas
envenenando, e nada mais.

Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos,
promessas de emprego que não tem data marcada para começar, decisões que
sempre são adiadas em nome do "momento ideal."

Antes de começar um capitulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si
mesmo que o que passou, jamais voltará. Lembre-se que houve uma época em que
podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, UM HÁBITO
NÃO É UMA NECESSIDADE. Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é
muito importante.

Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por
soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira.

Deixei de ser quem era, e me transformei em quem sou.

(autor desconhecido)

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Invente




Aos desavisados . ------------- CUIDADO COM O POSTE! kakakak - sacanagem!

Só porque você não vê algo, não quer dizer que essa coisa não exista!
Só porque você não sente nada, não quer dizer que não exista sentimentos verdadeiros.
Assim você se maltrata e faz o mesmo com os outros.
Seja brando! Seja leve!
A vida da gente pode ser melhor se aprendermos a rir de nós mesmos.
Aí alguém me pergunta: "Como é que a gente faz isso?"
Eu respondo: " Seja leve. Procure pensar antes de falar. Tente não começar conversas com um "eu acho", ouça primeiro.
Procure o belo em momentos que requerem solidão. Alias, procure um tempo para a solidão sadia. Fique consigo mesmo e não tenha pretensão de mais nada, aí você poderá entender como é que as pessoas se sentem em sua companhia. Difícil? Sim é? Mas não é impossível.
Não tente sempre ter palavras certas para todo mundo, você não é “suparrirou”. Você não é um Lama, você não é um Cristo. Nãoo!
Quando o mundo der uma volta em você busque o autoconhecimento, mas se quiser o auto-engano -- Lamento!
Depois de um tempo sozinho, aí sim, comece os “estudos “. Ouça canções irônicas, e estude a letras delas.
Leia algum poema velho e pense no contexto do autor, faça pesquisas por biografias de pessoas que lhe ensinem algo. Estude alguém especial no seu meio de vida.
Faça mais... Invente!
Leia emails antigos de pessoas queridas. Eles costumam ter coisas muito legais para relembrar nossos bons sentidos. Faça um clip no Movie Maker, grave no Youtube, mostre aos amigos, escreva um poema, um texto, uma critica. Seja inteligente! Invente.
Como eu disse antes : “Só porque você não vê algo, não quer dizer que essa coisa não exista! “ Se você não vê, busque. Invente....!

JP

Alguém me disse...



Escrevi , e não corrigi, mesmo assim tá ai!

Bom, queridos amigos... estou aqui!
Um abraço pois logo darei tchau!

Amigos viajantes, baloeiros, navegantes alucinados:" minha busca é pela força". Reafirmarei isto daqui a pouco num texto que escrevi em 2007.

Amigo A, gostei de suas palavras e concordo com sua visão de plenitude que seu coração vê. venho aqui ressaltar mais algumas coisas que nos fazem chegar mais perto da nossa tal plenitude... rssrrs ! Sabe, a plenitude de um homem começa muitas vezes no local onde você demonstrou, mas isso é sóóóó o começo, é a primeira e ardua busca, a mais phoda, porque nao temos experiência da luta na busca de algo mais profundo até então (vejo assim). A plenitude que eu conheço vem e é diaria, continua depois do "achado" da mulher da vida toda. Essa plenitude se fundamenta profundamente (profundo né? rssr)quando se forma uma familia, quando um homem tem a chance impar de pegar seu filho(a) no colo, quando esse homem pode se abandonar numa cadeira de balanço ou algo parecido tendo deitando no seu peito uma pequena parte do seu amor (com Aqueeeeela mulher) magicamente transformado em uma criança. Após essa fase, vem mais auto conhecimento, vem mais ensinamento, tanto para o homem, quanto para mulher e para os dois que terão que passar isso para a criança (ou as crianças). Alimentar, levar á escola, dar banho, cuidar tanto da mulher quanto do filho numa noite de frio, cortar o bife no prato, conferir as portas e janelas antes de dormir, verificar se o lençol está bem colocado na cama dos pequenos, ver se todas as luzes do quintal e da varanda estão apagadas e se o cachorro está bem. Tem mais , a plenitude e força de um homem se estabelece em momentos criticos também; em noites em hospitais, em noites de enjoos... Amigo, para mim (particularmente) não existe uma melhor experiencia de estar junto em hora ruim e ser homem pleno do que quando tive a oportunidade de dormir no meu pequeno ford Ka no estacionamento do Biocor (lá perto do BH Shopping). Naquele episodio, minha companheira tinha passado por uma cirurgia delicada de retirada de vesicula. Foi triste demais me despedir dela na frente da sala de cirurgia, os olhinhos pretos, lacrimejando, a boca tremendo tentando falar e não chorar, Meu Deus que momento dificil para mim, ver o enfermeiro arrastando a cadeira devagarinho, ela com aquele roupão de hospital, os cabelos soltos --- (pausa para o suspiro) --- até atravessar a porta daquela sala fria onde seu sangue seria tocado por estranhos! Aquilo foi algo que me partiu no meio,me senti impotente demais em meio a sua dor, mas me tornei forte... forte para estar ali fora esperando, como um cão de guarda treinado, zelando pela minha companheira, pelo meu bem, cuidando para que tudo lhe fosse bem. horas depois, após a cirurguia (que correu bem)a deixei no quarto , em recuperação do trauma da cirurgia e como não pude passar a noite ao seu lado , dormi no pequeno ford Ka 98, onde do estaciomanto eu via a janela do quarto onde ela estava. Acordava de vez em quando para olhar lá de baixo para a janelinha. O silêncio me dizia que estava tudo bem, até que, as 02:15 am, meu celular tocou "alto", era ela precisando de mim para ir ao banheiro, estava chorando com dores, meu coração partiu se aqueceu ... "Acordei " descabelado, com bafo, todo amarrotado paracendo de ressaca e sem banho, corri pela calçada e pedi para entrar no hospital. Com algum custo me deixaram, subi aquelas escadas silenciosas e cheguei no 6º andar, lá estava ela, deitada com o rosto amarelado , sentia dor, a anestesia tinha passado, mas seus olhos me disseram no silencio que ela estava se sentindo segura mesmo em meio a dor. Peguei-a no colo delicadamente , e a ajudei no que ela precisava de mim, com todo meu amor . Foi grandioso ser o homem certo , forte e inteiro naquela hora. Me senti inteiro, grande e verdadeiro. Marcou em mim como homem. Aprendi!
O momento passou, a cura veio, mas a experiencia ficou, marcou e me fez bem. Ali, naquele momento unico , me senti um heroi, um cavalheiro quando vi nos olhos dela em meio a tubos enfiados nas veias dos braços o agradecimento pelo meu esforço, minha demonstração de zelo através daquela madrugada em um quarto de hospital.
Então volto a dizer que a plenitude vai além do encontrar "A mulher" encontrar a mulher é um passo importante, depois vem outros passos: a luta diaria para ser vc mesmo, a luta para ganhar a vida, nao passar necessidades, dar conforto a quem se ama e ter também isso. Constituir familia, amar suas crianças, e em meio a tudo isso continuar grato a vida mesmo em sofrimento , perdas e ganhos! Acho que é isso que eu tinha para falar. Amar é o maior feito que um homem pode ter, essa capacidade que nos ensina a ver o outro de maneira nobre e valorosa. Esse sentimento que não precisa de dinheiro, não precisa de bens, só precisa do querer e do sentir! Isso é o mais interessante nesta vida que temos. Para mim é isso!
Como eu disse, segue abaixo meu texto de 2007. Foi escrito antes de muitos "terremotos que passei "(depois quero escrever sobre isso) . Ao ler esse texto novamente coloquei para tocar uma musica do Coldplay q eu gosto muito, á saber: Life In Technicolor

Busca

A minha busca é pela Força. Força vital de ser pleno, de ser sereno na hora que tiver que ser, de ser louco na hora que precisar. Minha busca é pela Vida, que insiste e me diz que sou pó, que no mundo não sou mais que pó. Minha alma busca Força, aquela Força que transforma meus fracassos em lições de vida, a mesma Força que faz lagrímas se tornarem fonte de energia para o crescimento das flores da experiência quem nascem no meu peito “todo santo dia”.

Nesta jornada pela força descobri que meus sentimentos me traem, mas que eles me ensinam quem devo ser e com quem devo compartilhar sonhos, desejos, meus medos e minhas dores. Essas dores que ás vezes incomodam como uma dor de dente. Incomodam como um calo no pé, um sapato apertado. Essas dores me fazem olhar no espelho e ver como tenho mudado ao longo do caminho. Assusto ao saber que muito ainda terei que mudar. Mudar para melhorar, para clarear a mente e enxergar melhor a estrada tortuosa em busca da Força que minha alma quer. Nessa estrada levo pedradas, sofro enxovalhos, sou vilipendiado. Daí, lembro de uma frase de Fernando Pessoa; “As pedras que me atiram? Guardo todas! Um dia construirei um castelo”.

Inspirado em Romanos Cap. 12 v 2 e verso 21

J P

02/08/07


sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Através de uma mulher

Opaopa! Buenas!

A retórica de hoje será falar um pouco sobre a procura da plenitude. A procura da felicidade através de uma companheira. Através das mulheres.

Mas antes de prosear aqui, quero antecipar as mentes mais simplistas (como a das mulheres, provarei isso mais a frente) que essa procura incansável e imensurável não se trata somente de conquistas de corações femininos. Trata-se, sim do conhecimento descoberto através de um estudo antropológico cuidadosamente planejado, através de pesquisas de contato e conversação. Resumindo, através de amizades também. Nossa, quanta bobagem num lugar só, meu Deus!

Como diria a bruxa do Picapau... e lá vamos nós!

Bom, já proseei muito sobre o que seria plenitude com muitos companheiros navegantes (salve J.), questionando o conceito, questionando a existência. E consegui constatar o obvio, que a plenitude de cada, situa-se onde seu coração descobre a fé e sua alma ganha conforto. Nos ombros de alguém.

Tomem nota que a plenitude não está em fazer aquilo que se gosta ou que lhe faz bem, ou até mesmo aquilo que nos dá momentos de prazer. Sim, momentos de prazer, aqueles momentos que você costuma dizer que se o mundo explodisse naquele segundo você morreria feliz. Quem já não soltou uma assim?

A plenitude surgi quando algo começa a lhe fazer sentido, seus caminhos começam a se desenhar com clareza e você consegue vislumbrar uma meta ou um objetivo final.

Percebam, não são segundos, momentos, fases ou dias. Necessita-se de uma pequena dose de esforço e um certo planejamento para ser pleno.

Bom, cheguei aonde quero. Consegues caminhar sozinho por muito tempo? Consegues se alimentar sozinho por muito tempo? Consegues viver sozinho por muito tempo? Sem hipocrisia. Responda! Consegues? Consegues viver de despertares silenciosos? Sem o sussurro nos ouvidos. Consegues viver de surtos de adrenalina?

Muitos dizem que aquilo que não se tem não se consegue perceber a sua falta. Mas muitos também reconhecem que aquilo que não se vive, deixa lacunas a serem preenchidas. Espaços valiosos que acabam por ser preenchidos por surtos, que nos levam a outros surtos de vazio e solidão.

A de se convir que doses homeopáticas de adrenalina despertam emoções que não se repetem com muita freqüência em nossos corações. Mas a de reconhecer também que não se pode navegar o tempo todo ao vento. Precisaremos de um leme e uma vela para nos direcionar mais cedo ou mais tarde.

E quem melhor para nos compreender, para nos levar, do que aquela que consegue chegar ao lugar mais profundo, movimentar nossas emoções com tamanha facilidade e destreza (as mulheres podem ser comparadas com uma boa música que consegue nos transportar da realidade para um lugar muito melhor). Aquela que desperta e ameniza nossos batimentos cardíacos somente com olhares, um tocar de seus dedos ou um sussurro em nossos ouvidos. Sim, as mulheres, seres dotados com nossos opostos, criados para nos preencher, nos estufar de emoções e sentimentos.

A procura pela plenitude chegará a fim quando você atingi-la e conseguir mostrar a alguém que ela, a plenitude, faz sentido pra você. E quem estará ao seu lado para melhor compreender aquilo que sentes? Sua mãe? Seu pai? Amigos? Não! Seu filho criado com avós! Todos estes já estão preenchidos até a tampa de emoções próprias e condizentes com seus caminhos.

Será a vez dela, a mulher, a sua oposta que lhe mostrará que aquele momento é a sua felicidade total, sua plenitude. Que tudo faz só sentido pra você através dela. Ela o completará. Não lhe faltará nada.



Digo, não perca tempo e descubra o caminho da plenitude o mais rápido que conseguir. Vasculhe tudo! Todos os locais! Bares, festas, igrejas, terreiros, puteiros ou aonde mais sinta que pode encontrar sua oposta. Mas não perca tempo e não tenha medo. O caminho da Procura também é muito prazeroso. Ser feliz é pra ontem (salve J.)!