terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Como dizer?

Acordar em uma manhã de segunda com pensamentos perdidos. Se de repente acordo novamente nesta manhã, como se a primeira não houvesse acontecido, como se tudo fosse uma simples fração de um pensamento que se passou em minha cabeça como os milhares que pensamos durante o percorrer do dia.
Como posso dizer se ainda ontem mergulhei em uma paixão que tive a certeza de ser a ultima de minha vida, e nesta manhã de segunda, quase não me refiro a ela em meus pensamentos.
Como posso dizer se há dois dias me entregara à boemia e ao mundanismo das festas e mulheres sem hesitar. Então como posso dizer que mergulhei em uma paixão no parágrafo anterior, se há dias anteriores me entregará a tantas em um tempo tão curto?
Como posso dizer se a pouco me pegava imaginado minha vida de outra maneira, em outro lugar, em outro trabalho, como novos patrimônios adquiridos. Como posso dizer?
Como posso dizer agora querer mais 4 anos, se a meses atrás contava segundos, minutos. Talvez eu compreenda após esta frase que meu relativo parece estar a 220km/h. Nada me faz sentido.
Neste mundo de pensamentos diversos, agora me bateu uma única certeza, precisamos de alguém, mesmo que este alguém se materialize em algo. Mas precisamos de alguém.
Mas como posso dizer que alguém será este, se o medo e receio transformam-se agora, em barreiras quase intransponíveis.
Parece à procura por alguém, parecem sensações e desejos de carências por ela, antes fosse, mas ainda não sei como posso dizer isso. Não sei como posso dizer isso sem viver para saber.

Um comentário:

  1. Outro dia
    Outro nascer do sol
    Outra fábrica chama
    Outra noite
    Outro pôr do sol
    Outra queda

    Estou vivo?
    Estou no propósito?
    Com a fraqueza
    Com a fraqueza...

    Girando em círculos
    Em círculos, em círculos
    Girando em círculos

    Outro dia
    Outra vida
    Outro motor morre
    Outra linha
    Outra auto-estrada
    Outra queda

    Perdi tudo que queria deixar
    Perdi tudo que queria ser
    Não acredite que há nada que é verdade
    Não acredite nessa máquina moderna
    A máquina moderna!

    Em círculos.

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