sexta-feira, 19 de março de 2010

Descobri porque sou teu fã!

Descobri porque sou teu fã!

Como já disse a você tempos atrás, sou mesmo teu fã. Não digo o nº 1, mas sou teu fã de coração, de verdade. E insisto em lhe dizer isso, apesar de não saber por que proclamo isso com tanta certeza.

Talvez não devesse falar tanto assim que sou teu fã, mas mesmo que isso lhe faça mal, ou massageie teu ego, ou não lhe faça porcaria nenhuma, tenho vontade de declamar isso pra você. E porque você?! Não sei dizer com certeza. Afinal um fanatismo assim sem ter a presença constante da persona não faz muito sentido.
Porém hoje cheguei a uma brilhante conclusão. E é brilhante mesmo. Constatei que este fanatismo é para uma pessoa que nunca me decepcionou. Seja da forma que for.

Nunca me decepcionou. Isso não tem a ver com sentimentos, sensações, percepções de caráter (especificamente referindo-se ao seu), mas em relação a tantas outras pessoas que me circundam constantemente ou esporadicamente, você é a única que de alguma forma, ainda não me fez te enxergar de outra maneira que não seja a que você realmente é.

Sem exceções, de todas você é mesmo a única que não me decepcionou. Não que isso seja proeza ou uma honra ao mérito. Muito pelo contrário. Isso não vale merda nenhuma. Afinal quem sou eu para julgar com tanta certeza todos aqueles que chamo de amigos ou amigas diariamente, ou até por quem já fiz disse fazer loucuras de amor. Se julgo com tanta firmeza, isso nada mais seria do que uma fragilidade de meu carater.

Todos os seus trejeitos, seus maneirismos ou seus tiques que ainda não conheci, ou seus vícios que ainda não notei, todos os seus trejeitos me fazem te ver sem defeitos, sem preconceitos que às vezes eu nem mesmo sei que florescem em mim.

Não sei dizer bem o porquê de tanta certeza, mas sou teu fã, e toda vez que olho pra algo que seja seu, seja uma foto, seja uma frase, seja um verso, tenho vontade de pensar algo bom de você.

Quem estiver lendo isso além de você, pensará que lhe venero. Que me apaixonei por você. Que isso nada mais é do que textos carregados de megasentimentos recém descobertos no início de uma paixão. Talvez seja talvez não. Não me refiro a você com tanta vibração a fim de conseguir algo de você. Não é a minha primeira intenção quando escrevo algo assim para alguém. E nem sei como terminar essa... “carta”, não sei terminar porque sei que não consegui explicar nada a você. Não consegui exemplificar uma certeza tão obvia para mim.

Mas depois de hoje, creio que decifrei uma grande razão pra dizer por que sou mesmo teu fã. Você nunca me decepcionou, nunca foi como outra. Sempre você. Nunca errou e nunca me fez sentir nada de negativo. Sempre é muito você! Sempre muito autêntica!

Acordei as 9 com desejo de dizer isso pra você.

6 comentários:

  1. Querido Álvaro Celso Vieira,

    se você não tivesse me direcionado ao post eu nunca imaginaria que havia sido escrito para mim. Não mereço tanto. Eu, que adoro as palavras e que, quase sempre, tenho resposta na língua pra tudo, fiquei sem ter o que dizer. Que coisa feia! Não se deixa uma mulher sem palavras assim, publicamente (ainda mais jornalista, pega mal pra mim). Mas vou tentar. Começo de baixo pra cima, porque eu gosto mesmo do avesso. Fiquei emocionada desde a primeira palavra mas me arrebatou mesmo ler "Não me refiro a você com tanta vibração a fim de conseguir algo de você. Não é a minha primeira intenção quando escrevo algo assim para alguém". Isso me emociona, me comove e me faz supervalorizar suas palavras porque os textos escritos despretensiosamente são os mais honestos. Me vejo, então, na obrigação de também ser honesta com você: é bem provável que você, de fato, seja meu fã número um, porque talvez seja o único. E, possivelmente, talvez você nunca tenha se decepcionado comigo por não termos convivido tanto ainda. Mas vou te dizer: tenho TPM, moro longe, confundo os nomes das pessoas, converso sozinha, converso dormindo, não sei o que é impedimento, confundo Jânio Quadros com João Goulart, não sei cozinhar, minha carteira de motorista tá vencida há três anos, sou romântica em pleno 2010, crônicamente ansiosa, olho as horas compulsivamente, não sei dançar forró e às vezes passo mal de tanto comer. Isso só para ficar nas minhas mazelas superficiais. Não quero que você saia correndo da minha vida, caso eu te conte tudo...rs. Apesar de que eu desconfio que, mesmo que eu te conte tudo, mesmo que você me conheça em todas as minhas nuances, a maneira como você me vê não vai mudar muito. Porque isso tem muito mais a ver com você do que comigo. Você me olha com os olhos de boa vontade. E, adaptando uma frase que infelizmente não é minha, aquilo o que você insiste em ver é mim é o que existe dentro de você mesmo. Essas coisas são difíceis de explicar . É como a empatia. Que talvez tenha sido nossa primeira palavra. Gostei de você desde que soube da sua existência e de graça. E acho que o contrário também procede. Ligação cármica, coisa de outras vidas? Sei lá. Não precisa explicar também. O importante é saber que existe alguém no mundo que anda numa mesma sintonia que eu. E poder dizer a essa pessoa: conte comigo! E saber que posso contar com ela também. Sem que ninguém espere nada em troca.
    Por fim, faço votos que possamos partilhar de mais momentos, mais conversas, mais loucuras dessas nossas cabeças, às vezes, incompreendidas pelos outros. Mesmo que, com isso, eu esteja correndo o risco de sair da condição de única pessoa que nunca te decepcionou. Mas eu sou a favor do risco. Acho que vale a pena! Muito obrigada por tudo e não se chateie se eu roubar sua frase e sair dizendo por aí que sou sua fã.

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  2. "Porque o Rum sempre acaba?" rssrrs outra coisa para vocês dois: "Se não tivermos a chave não podemos abrir aquilo que não temos com que abrir, então do que adiantaria encontrar aquilo que precisa ser aberto, e que não temos, sem primeiro encontrar a chave que o abra?" entenderam?
    Esse lance todo ai se resume em um unico termo que aprendi com uma amiga minha de Brasilia, a cantora, poeta e pianista Glaucia Carvalho..." e alma na alma" .... é isso!

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  3. "é alma na alma" correção!

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  4. Poucas pessoas conseguem mexer desta maneira no corpo e na alma através do texto.
    Conteúdo magnífico, criado por um ser magnânimo!

    Seja feliz!
    Saudades!

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  5. Hoje acordei pensando em ti!

    Pensei no teu sorriso, nos teus olhos.. o brilho, o prazer neles ao falar sobre algo que conquistou. Pensei em ti nos minimos detalhes.
    Te imaginei de mil formas. Senti tua falta!
    Senti falta do que nao conheci, das conversas pela metade ... do encontro que nunca existiu..
    E mais que isso, senti falta da poesia que e explicita em cada parte de ti, senti falta da forma critica e um tanto quanto desaforada de expressao (a "verdade" e firmeza com que fala). Tive vontade ate de levar um daqueles trancos pra acordar pra vida rsrsrs
    Enfim, es alguem, que se tornou de certa forma um mestre na arte da vida, da minha vida, alguem que entrou e saiu de forma inespera e deixou uma lembranca...
    E por falar em fanatismo, nao poderia deixar de dizer que sou tua fa sem motivos extraordinarios, apenas pelo que es!
    Obrigada por ter feito parte do meu crescimento.

    Forte abraco

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  6. Gostaria tanto de conseguir me expressar através das palavras (minhas próprias palavras) assim como faço através da dança, das lágrimas ou da imaginação; ouvindo uma canção repetidas vezes em meu iPod, sentindo-me autora, intérprete e fã; sentindo-me ao teu lado, olhando teus olhos, mesmo sabendo que tal sensação durará apenas 3:37...

    Certo dia você me perguntou como eu estava. Fiquei pensando: _ Como dizer o que não se pode dizer? Como te fazer compreender o que jamais foi explicado? O que não se exprime com palavras... O que se revela promíscuo até mesmo para mim?
    Então resolvi tentar resumir, não sei se posso chamar de poema, não chegaria a tanto... Mas o fiz. Mesmo sabendo que poderia soar chinfrim, que talvez nunca faça sentido para você; ou que não passe de melodrama, de uma grande bobagem.
    Entenda, eu preciso tentar... Não posso passar uma vida inteira sem dizer. Sei que nada poderá ser modificado, sei que algumas coisas simplesmente devem permanecer como estão... Mas não posso envelhecer com esta dúvida pairando dentro de mim. Imaginando o que poderia ter sido. Arrependendo-me do que não fiz.

    Apogeu

    Duas vidas, dois destinos que se encontram,
    Dois caminhos, dois olhares que se permitem,
    Alegrias, fúrias e medos análogos,
    Lacônico passado intensamente apreciado.

    Uma vida, um destino que se impõe,
    Um caminho, dois sorrisos que se impelem,
    O inexorável fado da espécie.
    Emoção insólita incontida em vértice.
    Altruísmo veemente,
    Metamorfose inerente.

    Duas vidas, dois destinos que se unem,
    Dois caminhos, dois corações que se perdem,
    Abstenção avassaladora e consciente,
    Invólucro profundo imensamente ludibriado.

    Uma vida, dois destinos que se buscam,
    Apogeu plangente que inflama a alma,
    Ilusão encoberta que dilacera e mantém,
    A verdade absoluta sucumbida em lágrimas.
    Anseio vedado,
    Cárcere privado.

    Deixo um pouco da minha vida registrada neste blog na esperança de que um dia, ao ler, você sinta o que há algum tempo venho tentando te fazer enxergar.
    Talvez, um dia, estejamos prontos.
    Mas até lá, vamos viver a vida! Beber, beijar, dançar, fazer amor, apaixonar, chorar, viajar... Vamos buscar sempre a felicidade e a paz! Só não vamos nos perder de vista.

    Você sempre estará em meus pensamentos, como algo que nunca foi; como algo que nunca será; como algo que sempre ficará... Mesmo que somente em sonhos.

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